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EMAU da UNICATÓLICA – TOCA
TOCA

EMAU da UNICATÓLICA – TOCA

O Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) é um projeto conceituado e fomentado pela Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA). Tem por objetivo a educação e a formação profissional, por meio da vivência social e da experiência teórico-prática, comprometendo-se com o desenvolvimento do saber. O EMAU é uma experiência de troca, na qual os estudantes levam às comunidades os conhecimentos específicos de arquitetura e urbanismo e retornam à comunidade acadêmica o conhecimento adquirido em suas atividades e discussões.

Todo EMAU possui sua própria dinâmica de trabalho, a partir de sua realidade acadêmica e regional, respeitando alguns princípios norteadores, que tem por base postulados da UNESCO e União Internacional de Arquitetos para educação em Arquitetura e Urbanismo. O EMAU possui autonomia quanto à escolha de projetos e de orientador e é livre para a participação de todos os estudantes. Deve ainda, na coletividade, incentivar e desenvolver o trabalho participativo dentro e fora da universidade de forma que a comunidade consiga dar continuidade ao projeto após o afastamento do EMAU (não-assistencialismo).

Por fim, deve trabalhar com comunidades que não possam ter acesso ao trabalho profissional de arquitetura e urbanismo (sem fins lucrativos), com o objetivo de difundir a atividade da arquitetura e urbanismo, buscando a ampliação da atuação do profissional, através da disseminação da consciência do arquiteto e de toda a população.

O EMAU da UNICATÓLICA chama-se TOCA e surgiu em 2015, a partir da iniciativa dos alunos egressos Stephane Maia, Diego Freire, Jefferson Aleff, Davila Melo, Wesley Chaves e Christian Haramys, sob a orientação do prof. João Lucas Vieira e, posteriormente, da prof.ª Cláudia Sales, que, ainda, continua na orientação dos trabalhos.

Nasceu tendo como princípios norteadores: TRADIÇÃO e TECNOLOGIA. Partindo da ideia que o ambiente imediato é o Sertão, cheio de tradições, heranças e costumes, alguns destes com origens já perdidas no esquecimento, o TOCA tenta buscar, na compreensão das tipologias, materiais, técnicas, volumetrias e significados, conteúdo para trabalhar o meio, o contexto e a identidade do lugar. Por outro lado, com a utilização dos mais recentes softwares de modelagem, simulação, parametrização e de desenho técnico integrado e inteligente, elevar aquela compreensão da tradição ao seu maior potencial, readaptando e reutilizando os materiais e propondo releituras das tipologias tradicionais, a partir das simulações e parametrizações computadorizadas. O TOCA já desenvolveu os seguintes trabalhos/pesquisa:

Participação no Projeto de extensão do Núcleo Multidisciplinar de Ensinamentos Quilombola – NUMEQ: discussões específicas, intervenções no local, além do levantamento físico e de dados relevantes para a compreensão da cultura, da identidade, dos fazeres, dos saberes e da ocupação do território no Sítio do Veiga. A pesquisa rendeu um artigo publicado em livro.

Participação 4º CIHEL – Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (Portugal): participação e publicação do artigo científico “Análise tipológica dos padrões arquitetônicos do quilombo Sítio Veiga dentro de sua rede de criação cultural”, na cidade do Porto, Portugal, pelos alunos Stephane de Sousa e Silva Maia, Glaudemias Grangeiro Júnior e o professor João Lucas Vieira Nogueira.

Curso Patrimônio edificado no Ceará – mestiçagem, barroco e ecletismo: atividade desenvolvida em parceria com a Coordenadoria do Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.

Grupo de pesquisa Contexto: através do levantamento e análise dos padrões tipológicos arquitetônicos presentes no Sertão Central, visa a elaboração de uma análise das relações entre cultura, natureza e forma locais, buscando estabelecer suas tendências compositivas. Tinha a pretensão de produzir conhecimento que fornecesse subsídio para o ensino da arquitetura na UNICATÓLICA em seu contexto local.

Grupo de pesquisa “Técnicas contemporâneas de percepção e representação da forma”: tinha por objetivo investigar as novas estratégias utilizadas pela arquitetura e a ciência da computação para incremento da percepção, promovendo experiências em espaços virtuais de imersão e concretização de modelos em prototipagem rápida e sistematizar conhecimentos necessários ao ensino da arquitetura e do urbanismo.

Projeto UNIDOBEM: projeto de intercursos que possui como um dos objetivos a realizações de ações na ONG Grão de Mostarda, situada na Rua Santa Edwirges, Bairro Campo Velho, n. 603, Quixadá. O curso de arquitetura, por intermédio do TOCA, realizou o levantamento do prédio da sede, o fez e doou o projeto de reforma para o espaço.

Projeto do TOCA: projeto de interiores, realizado pelos alunos para a sala que, atualmente, acontecem as reuniões e trabalhos do TOCA.

Congresso Cumeeira: evento nacional com objetivo de discutir, conceitualmente, o patrimônio cultural edificado e imaterial das cidades do Sertão Central cearense, identificando não somente os bens excepcionais, mas, principalmente, indicando os bens exemplares, de origem popular, que não se enquadram nos estilos arquitetônicos presentes na história da arte tradicional, mas caracterizam um fazer e um saber específico da região. O TOCA participou, ativamente, tanto na organização do evento, como, também, no envio de trabalhos para apresentação nos GTs.

Projeto TOCA do coelho: confecção de orelhas de coelhos, atividades de pintura e distribuição de ovos de páscoa para as crianças que são atendidas pelo projeto de extensão do curso de Fisioterapia da Instituição.

Atualmente, está envolvido no projeto de Pesquisa e extensão sobre a arquitetura e história das igrejas mais antigas do Sertão Central cearense, que, entre outros objetivos, pretende realizar o levantamento arquitetônico e fotográfico das igrejas do Sertão Central cearense. Além disso, há o Projeto Gibiteca com o objetivo de incentivar os alunos, através da construção de uma biblioteca de gibis na UNICATÓLICA, à ampliação e aprofundamento sobre a linguagem literária e oferecer condições de desenvolverem, cada vez mais, sua autonomia para a compreensão dos significados das leituras.

Os conhecimentos que o TOCA tem proporcionado, ao curso de Arquitetura, ao longo desses anos, foram de fundamental importância para o sucesso dos alunos egresso da UNICATÓLICA em outros espaços em território nacional. Eis alguns destaques:

Stephane de Sousa e Silva Maia (fundadora do TOCA): mestranda no programa de Mestrado Acadêmico em Memória Social e Patrimônio Cultural, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), com a pesquisa “A arquitetura das casas de taipa do Sertão Central cearense”.

Diego Freire Martins (fundador do TOCA): mestrando em projeto e avaliação do ambiente construído, no programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com pesquisa sobre mobilidade independente de crianças e experimentação urbana.

Jefferson Aleff (fundador do TOCA): especialista em Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e professor de arquitetura e urbanismo da Faculdade São Francisco do Ceará, lecionando as disciplinas de Plástica, Morfologia Urbana e História da Arquitetura e Urbanismo.

Davila Melo (fundadora do TOCA): aluna no programa de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de São Paulo (FAUSP), desenvolvendo pesquisa envolvendo a participação popular nos programas de habitação.

Mayk Lenno Henrique Lima (participante do TOCA em 2017): mestrando no programa de Mestrado Acadêmico em Memória Social e Patrimônio Cultural, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), com a pesquisa na área de políticas públicas de patrimonialização urbana.

Isso é só uma pequena amostra da contribuição que o Escritório Modelo da UNICATÓLICA – TOCA tem proporcionado não apenas para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas para a instituição e comunidade local, dando visibilidade e credibilidade acadêmica nos campos do ensino, pesquisa e extensão em todo território nacional, além da contínua formação de arquitetos-pesquisadores que, em pouco tempo, serão referência para outros estudantes.

Hoje, o TOCA conta com 14 pessoas, sendo 1 orientador, 11 alunos e 2 egressos: Cláudia Sales (orientadora), Stephane Maia (egresso), Gislayne Viana (egresso) e os alunos Mateus Romualdo, Dalila Mota, Anthony, Hellen, Dandara, Gerly Anne, Rafael Andrade, Sam Dantas, Thiago, Renan Melo, Eduardo e Delana. As reuniões acontecem nas quartas-feiras, às 17h, na sala do TOCA (H-17).

Por: Eliane Rodrigues

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