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FOLHETIM “O LIBERAL” – Edição Nº 01
FOLHETIM “O LIBERAL”

FOLHETIM “O LIBERAL” – Edição Nº 01

 

Grupo de Estudo Análise Econômica do Direito – G.E.A.E.D.

O grupo Estudo Análise Econômica do Direito – G.E.A.E.D. Tem como objetivo a investigação crítica dos pensadores do Direito como também das Ciências econômicas, relacionando-se as correntes filosóficas destas duas áreas. Segundo o pensamento dos autores das referidas ciências tendo como pretensão responder aos questionamentos de nossa época. Assim, promovendo uma pesquisa no âmbito universitário, segundo os pensadores da Economia e do Direito na esfera dos questionamentos econômicos e sócio-político. O G.E.A.E.D. possui parceria com o Instituto Mises Brasil que é filiado a Escola Austríaca de Economia, esta apresenta teorias sobre o dinheiro e capital, ciclos econômicos, papel do empreendedor e os efeitos da intervenção governamental nos mercados. Oferecendo aos estudantes membros do grupo uma visão critica dentro de um raciocínio logico-dedutivo sobre as questões legais, sociais, politicas e econômicas, dentro de um cenário que vai de questões regionais até internacionais.

 

Entenda como será o processo de privatização da Eletrobrás

Por Amanda Alves

O PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) aprovou na quarta-feira, 23 de agosto de 2017 a proposta do Ministério de Minas e Energia acerca da privatização da Eletrobrás. O objetivo é a redução da participação da União no capital da Empresa.

Confira como será o processo de privatização:

PRIVATIZAÇÃOO que será privatizado?

  • Geração de energia: A Eletrobrás tem mais de 40 hidrelétricas, 114 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, 69 usinas eólicas e uma solar, próprias ou em parceria. A Eletrobrás responde por 31% da geração de energia no país.
  • Distribuição: A empresa atua em seis estados das regiões Norte e Nordeste.

Transmissão: A Eletrobrás é responsável por quase metade das linhas de transmissão do país.

 

O capitalismo

Por Marcos Lemos

A primeira lição de Mises trata do capitalismo. O autor inicia já desmistificando certas expressões usadas pelo povo de maneira equivocada, que nomeia grandes empresários como “rei do algodão” ou “rei do automóvel”, mas diferentemente de um rei, estes dependem inteiramente de seus súditos. Pois devido à livre concorrência precisam prestar o melhor serviço possível e mais barato para seus clientes, senão perderão seus respectivos reinos. O autor também trata de uma grande mudança que o advento do capitalismo possibilitou ao povo, que é a mudança do status social. Séculos atrás não importava quanto um homem trabalhasse na vida, ele continuaria com o mesmo status, já que isso era herdado de seus ancestrais, sua propriedade o acompanharia até o resto de sua vida. Com a população rural expandindo, sem terras para todos, juntamente a escassez de matéria prima, dessa alarmante situação social surgiu o início do capitalismo moderno. Foi uma inovação, dentre os párias emergiram pessoas dispostas a tentar organizar grupos para produzir algo, mas não artigos caros, produziam bens mais baratos. Foi o começo da produção em massa para satisfazer as necessidades de todos. E com isso, os empregados das fábricas são os próprios consumidores do que produzem, é a principal diferença para o antes vigente modelo feudal. O desenvolvimento do capitalismo promove que qualquer um tem o direito de oferecer um serviço novo, que para dar certo tem que ser melhor e/ou menos custoso que o de seu concorrente. Com tudo isso, o padrão de vida cresceu proporcionalmente em certa sintonia com as indústrias e a população. Apesar de todos os benefícios trazidos, o capitalismo é bastante atacado e criticado, porém é necessário ter conhecimento que este ódio nasceu não entre os trabalhadores, mas em meio à aristocracia fundiária. O motivo deste desgosto é por que culpavam o capitalismo por algo que lhes desagradava, pois as indústrias pagavam melhores salários aos trabalhadores, forçando-os a pagar valores igualmente altos aos seus funcionários agrícolas. Para atacar as indústrias, a aristocracia criticava o padrão de vida das massas trabalhadoras. Nestes ataques foi criado um mito espalhado até hoje, que culpa o capitalismo por criar as péssimas condições de trabalho e de vida dos trabalhadores industriais, sendo que muito antes os mesmos já viviam de maneira deplorável, a diferença é que com as indústrias conseguiram, ao menos minimamente, melhorar suas condições de vida. Prova disso é o grande crescimento da população inglesa na época da revolução industrial, significando que centenas de milhares de crianças que tempos atrás teriam morrido, sobreviveram e cresceram. Nessas investidas contra o capitalismo, usam como motivo  também a desigualdade salarial, por meio da falsa suposição de que os salários são pagos por outras pessoas, não sendo aquelas que trabalham nas fábricas, mas quem manipula os salários no capitalismo são os clientes, que em grande parte, são os próprios trabalhadores. O termo capitalismo foi cunhado não por um simpatizante do sistema, mas por Karl Marx, porém não há motivo para rejeitar tal designação, já que ela indica de forma fácil como nasceram os progressos sociais trazidos pelo capitalismo, sendo estes frutos da acumulação de capital, já que as pessoas não consomem tudo que produzem, mas poupam e investem! E essa poupança beneficia todos que desejam produzir, pois a máxima do capitalismo é que riqueza gera riqueza, mesmo que de maneira desigual, mas ainda assim sempre ocorrem progressos à sociedade.

 

Por: jefferson

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